relacionamentos sociais da criança

Psicanalista clínico Tel. 9.4558.2710

Uma ação nunca será individual. Ainda que o Ser intervenha numa relação que não implique em contato entre indivíduos, permanece vinculada aos demais seres humanos, ainda que abstratamente. Toda a ação é resposta a estímulos e influências interpessoais. O Ser está imbricado no grupo social, porque a construção das suas estruturas, sejam elas afetivas, psíquicas, emocionais ou cognitivas, sempre se darão através de um processo relacional construtivo, ativado pelo movimento histórico do Ser que é carregado de estímulos do seu mundo exterior. A análise de todo este processo relacional e suas implicações é que forma o objeto de estudo da Psicologia Social. Se o seu objeto de estudo é a criança, ela observa, descreve e analisa as resultantes de todas as implicações de seus relacionamentos, verificando o desenvolvimento, identificação e identidade da ou das crianças implicadas na observação empírica. Verificará, simultaneamente, o processo dos relacionamentos e suas implicações no desenvolvimento do aprendizado e da socialização da criança.[1]

        Nos estágios do desenvolvimento o primeiro aspecto a ponderar é a Exploração que implica no Conhecimento e na Representação. A Exploração que leva a criança ao ato, na fase da Representação e a realização de suas intenções. A sua vontade comanda as suas ações.

        O diálogo, inclusive o contato físico com a criança, permite nela o desenvolvimento da afetividade e da auto-confiança, no relacionamento com o mundo exterior. Cria a descontração das relações sociais.

        A relação com os pais, se constitui a matriz das relações com os adultos. Os pais, num processo normal de educação, desenvolvem a satisfação das necessidades materiais e afetivas nas crianças, desenvolvendo a sua segurança.

       Também, nas primeiras relações com a família, surgem as primeiras relações de oposição como também os imperativos sociais das regras, obrigações e proibições, necessárias para a adaptação social. Estas oposições ensinam à criança que dentro do convívio social ela tem permissões e obrigações, desenvolvimento de atividades de prazer, mas também de compromissos. Estes, muitas vezes, trazem revolta e ainda a necessidade de entender que no convívio social há deveres e privilégios.


[1] Pierre Vayer, El Dialogo Corporal, 1977

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